Ativistas na Rio +20

Ativistas na Rio +20

Dez mulheres e seis homens de várias nacionalidades intitulando-se “ativistas em defesa do Meio Ambiente” resolveram encenar um protesto com os rostos virados para um muro e com as bundas de fora, durante o evento Rio +20. Optaram pela Av. Rio Branco no centro da cidade, terça feira, às 11 horas da manhã, horário apinhado de transeuntes. Nossa reportagem conseguiu colocar microfones minúsculos junto a alguns deles e acompanhar os diálogos, enquanto se preparavam para iniciar a performance. Vamos reproduzir alguns, já traduzidos para o português:

Meg (americana) – “Percebi que as brasileiras tem a bunda bem arrebitada. Será que vou conseguir fazer sucesso com a minha?”

Pierre (francês) – “Eu estou super esperançoso! Li comentários de Marc Jacobs e Ralph Lauren dizendo que os homens brasileiros são muito fogosos!”

Mario (brasileiro) – “Você também é estilista?”

Pierre – “Não, sou assistente de maquiador num salão em Biarritz”

Mario – “Lamento lhe dizer mas acho que o fogo de muitos homens brasileiros a quem Marc e Ralph se referem, varia de acordo com o status financeiro do parceiro”

Concheta (espanhola) – “Eu estou botando muita fé em atrair alguém pelo meu traseiro. Faz mais de um ano que não faço amor, que ninguém me pede para ficar pelada. Esse protesto caiu do céu, minha situação está periclitante”.

Maria (portuguesa) – “E eu? Tô numa situação desesperadora. Nesse ano, a única vez que fiquei pelada foi diante de meu ginecologista, que, infelizmente, é super profissional. Botei silicone nas nádegas prá ver se me dava bem nesse nosso ato. Dizem que aqui no Brasil, bunda é preferência nacional”.

Dartinova (russa) – “Não é possível que, peladas diante de uma multidão, a gente não descole alguém interessado”.

Fritz (alemão) – “Eu estou inseguro. Será que os rapazes apreciam nádegas muito brancas?”

Mario – “Qual é a sua atividade profissional?”

Fritz – “Eu tenho uma rede de joalherias na Alemanha”

Mario – “Sua bunda vai fazer o maior sucesso”

Dircelene (brasileira) – “Eu tô com a minha toda botocada. Até pedi grana emprestada. Ou viro celebridade agora, ou vou ficar mal na fita”

Karllota (holandesa) – “Minha bunda é muito pequena, mas não é possível que no meio de tanta gente, não tenha nenhum tarado. Não saio do Brasil sem resolver meu problema”.

Michael (inglês) – “Atenção: está na hora de tirar as roupas, rostos encostados e virados para a parede do Municipal, bem embaixo das faixas com o mote do nosso Movimento: ‘Vamos salvar o planeta dos predadores!’”

E assim, com argumentos inteligentes e conscientes, grupos combativos como esse, certamente conseguirão salvar o nosso planeta…

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Barraco no Facebook

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Bate papo no Facebook:

“Oi amiga, o que houve ontem? Você sumiu do Face…”

“Tive que resolver uns probleminhas de reconhecimento de minha assinatura em três cartórios. Perdi o dia inteiro, mas já estou aqui a postos”.

“Bem, eu fiquei chateada com você, porque publiquei um post com foto de minha sobrinha Clarinha fazendo massinha no Jardim de Infância e você não curtiu e muito menos comentou”

“Você é engraçada! Outro dia coloquei um post do Evandro, meu marido, trocando uma lâmpada e você ignorou por completo…”

“Claro, no dia do aniversário do Leonel, meu marido, o Evandro foi incapaz de parabenizar”

“Ora, Lizandra, o Evandro nunca entra no Face, é super desligado prá essas coisas!”

“É, mas no dia do aniversário dele o Leonel foi super carinhoso, postou uma mensagem com aquela música que o Milton Nascimento canta, ‘Amigo é coisa prá se guardar…’ Eu sei que o Evandro leu porque ele agradeceu”.

“É, mas na semana passada eu coloquei uma foto da minha avó Dolores fazendo tricô na cadeira de balanço e você nem ao menos curtiu”

“Deixa de ser boba, Lizandra, além de tudo está com amnésia! No dia anterior eu postei uma foto da Lurdes, minha empregada, no fogão fazendo panquecas e você nem aí…”

“Eu não curti porque você não mereceu. Pouco antes eu tinha colocado uma foto da Roxana, minha cabeleireira, dando de comer para a Niquita, a cachorrinha mini poodle dela. Pergunta se você curtiu? Claro que não!”

“É, mas antes eu coloquei uma frase linda do Poeta do Face sobre a diferença entre beijo no coração, beijo na alma e beijo na aura. Uma coisa profunda que você fez questão de ignorar”

“Gozado, sabe qual foi a sua manifestação quando eu coloquei uma foto de 1986, do velório de minha tia Nely? Nenhuma!”

“Você me dá vontade de rir! Ora bolas, uma semana antes eu tinha colocado uma foto do enterro de minha babá Iolanda, falecida em 1992, e estranhei a ausência de qualquer comentário seu”.

“Gislaine, vou lhe dizer uma coisa: a herança que meus pais me deixaram foi vergonha na cara! E eu falo o que tem que falar, doa a quem doer. Já vi que você é uma invejosa, odeia que eu e minha família sejamos uma ilha de felicidade! Portanto, quero lhe avisar que estou deletando o seu nome e do seu marido, da minha lista de amigos e da minha vida!”

“Olha aqui, Lizandra! Eu dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair. Sou muito boa, mas não pise nos meus calos! Quem vai deletar essa familinha sem sal que é a sua, sou eu! Se isso que vocês vivem, você chama de felicidade, imagina como deve ser a tragédia! Já estou lhe deletando e a todas as gerações de sua família!”

“Troncha!”

“Mocréia!”

 

 

 

 

 

Grana e poder acima de tudo?

Grana e poder acima de tudo
Os dados constantemente divulgados pela imprensa sobre a violência no Brasil são alarmantes, porém, para quem tem um mínimo de senso de observação, não causam surpresa.
Assim como aos mais atentos não surpreende a escalada, como nunca antes na história desse país, de crimes bárbaros, revelando inimagináveis requintes de crueldade, praticados em sua maioria por gente com menos de 30 anos de idade.
São as novas gerações levando às últimas conseqüências, colocando em prática as aulas que lhes são ministradas diariamente pelas gerações mais velhas: ausência total de valores humanos e presença soberana de valores materiais.
Será que um país é capaz de crescer sem se curvar a sórdidos conchavos políticos, sem abençoar a mais deslavada corrupção, sem estabelecer vínculos comerciais com países sob regimes autoritários, comandados há décadas por ditadores sanguinários?
Será que empresários e trabalhadores que são, na verdade, quem faz esse país andar prá frente, merecem viver sob o peso da massacrante carga tributária que não reverte em serviços minimamente dignos nas áreas de saúde, educação e segurança?
Pois é, infelizmente estamos vivendo a era da esperteza, ou da pseudo-esperteza, do imediatismo, onde a publicidade também dá a sua contribuição, veiculando comerciais com sacadinhas e gracinhas absolutamente idiotas, mas que a julgar pelo que a gente vê nas areias e calçadões das praias, dão resultado. Tudo seria apenas muito ridículo, se não houvesse sérios riscos, mas a verdade é que conseguiram botar na cabeça da garotada, muitos deles menores de idade, que sem a tal latinha de cerveja na mão ou outro “combustível” alcoólico, ela não tem identidade. E tome consumo desenfreado para euforia dos fabricantes e revendedores, e a conseqüente contribuição para a formação de futuros portadores de problemas de saúde. Certamente que o governo arrecada com impostos gerados por esses produtos, bem menos do que gasta para tratar dos distúrbios por eles causados.
Nesse cenário onde as constantes demonstrações, a começar por aqueles que deveriam dar o bom exemplo, de que os únicos objetivos nessa vida são grana e poder a qualquer custo, sem medir conseqüências, não causam surpresa os verdadeiros enredos de filme de terror que se multiplicam a cada dia, estampados na mídia.
Chegamos ao ponto em que soa como patacoada demonstrar-se indignação em relação à violência e o desrespeito contra mulheres, idosos e crianças.
Acabaram de ser divulgados novos dados sobre estupros: um aumento de 18% (dezoito por cento!) em 2013.
Alguém que ainda se revolte com esse estado de coisas, fica parecendo um peixe fora d’água, um sonhador, um bobo, um incapacitado a participar do jogo da vida.
E, evidentemente, tornou-se patética a frase de Monteiro Lobato:
“Um país se faz com homens e livros”.