Troféu Óleo de Peroba 2014, 1a rodada

 

A cara de pau anda tão desinibida que a impressão é de que nós, os cidadãos comuns, somos considerados retardados mentais. Ou talvez estejamos vivendo num mundo paralelo e esse pessoal que besunta o rostinho com óleo de peroba, não nos vê.

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“Ah, turista tem que ter metrô que leve até dentro do estádio? Que babaquice é essa? O brasileiro vai descalço, de bicicleta ou de jumento até o estádio!”

O grande estadista Lula, mostrando o que acha do povo brasileiro e seus direitos de cidadãos pagadores de impostos.

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“O PT e o Lula fazem parte de minha história. Mas desde 2009 sou um juiz e tenho atuado de maneira imparcial”

José Antonio Dias Toffoli, novo presidente do TSE, um juiz implacável e que admira a ética, a correção e a conduta exemplar do ex-presidente Lula e do PT.

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“Temos que acabar com esse complexo de vira-latas! Mensalão, Pasadena e Friboi são motivos de orgulho para o país! É o Brasil que deu certo!”

Perobbius Boccattus, senador do PMT – Partido Maracutaio Trabalhador, flagrado no aeroporto pela PF com US$ 10 bilhões no ânus, tentando viajar para a Suiça.

 

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“Eu tenho que estar aqui na Câmara porque, se eu não votar, desconta do meu salário”

André Vargas, deputado recém desligado do PT, acusado de envolvimento milionário com o doleiro Alberto Youssef, dizendo que um dia de seu (dele) salário faz falta.

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“Quem, como eu, fala a verdade, não pode contar uma história diferente por semana. Os fatos não mudam”

Nestor Ceveró, pivô do caso Pasadena/Petrobrás, um homem que fala a verdade, mantendo os olhos fixos na ética

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“Acho extremamente perigoso e condenável o comportamento da oposição, que está querendo destruir uma empresa sólida, respeitável e com expectativa de crescimento como é a Petrobrás”

Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás, em depoimento à CPI que investiga denúncias de corrupção contra a estatal durante seu mandato. Dizem que após essa declaração, Gabrielli não ficou ruborizado.

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“A Confederação Brasileira de Futebol é um exemplo para o Brasil. É o Brasil que deu certo”

Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico da seleção brasileira de futebol em seu primeiro dia de trabalho, muito bem remunerado, na nova sede da entidade, que custou R$ 70 milhões. Quanto ao estado de penúria dos clubes que sustentam a CBF, Parreira não se pronunciou.

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“O Flamengo tem time para ganhar o Brasileirão”

Ney Franco, ao assumir como novo técnico do Flamengo, demonstrando conhecer profundamente o elenco rubronegro.

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“Eu não tenho conta no exterior”

Paulo Maluf, deputado federal, procurado injustamente pela polícia de 190 países.

As bem amadas

As bem amadas

Quem conhece a família Boccattus, sabe que, em se tratando de sucesso com o sexo feminino, Candiddus desperta o maior orgulho entre os parentes. Com um jeito especial de tratar as mulheres, Candiddus coleciona uma enorme e admirável lista de conquistas. Nem feio, nem bonito e sem apresentar relevantes atributos físicos, ele apenas põe em prática seu método simples, porém infalível de seduzir as mulheres. Aos mais curiosos, é bom destacar que ele jamais revelou o seu segredo. Mas, se a gente prestar atenção, dá prá sacar algumas de suas mumunhas.

Absolutamente contrário à máxima atribuída a Nelson Rodrigues de que toda mulher gosta de apanhar, Candiddus, por outro lado, acha perfeito o título de uma das peças do mesmo Nelson, “Perdoa-me por me traíres” a qual, inclusive, inspirou a bela letra de Chico Buarque na canção Mil Perdões: “Te perdôo por contares minhas horas nas minhas demoras por aí, te perdôo por que choras quando eu choro de rir, te perdôo por te trair…”

Trocando em miúdos, para Candiddus o responsável por sua mulher amá-lo ou não, traí-lo ou não, é você mesmo. “Mulher bem amada não tem idéias de jerico. Só de colibri!”, afirma com uma de suas máximas, o sedutor.

E agora ele surpreendeu mais uma vez. Corria a notícia entre a vizinhança, de que Adélia, cansada dos maus tratos e da falta de sensibilidade por parte do Egberto, resolvera sair de casa levando apenas uma mala de roupas. Essa atitude não causou maiores surpresas aos mais chegados do casal, uma vez que o marido jamais dera o devido valor ao tesouro que tinha em casa. Pelo contrário, a cada dia a moça apresentava uma aparência pior, relaxada consigo mesmo, pouco sorrindo e a pele do rosto visivelmente maltratada, como prova de que a felicidade estava passando muito longe dali. Logo ela que há uns anos atrás, encantava o bairro com sua beleza, irradiando simpatia.

Bem, mas verdade é que ela se separou e foi morar na casa de uma tia.
Passados quase dois meses, uma nova surpresa: Egberto vê passar de moto, um casal esbanjando alegria, como se o mundo fosse um enorme parque de diversões. Ficou meio na dúvida, mas para ele tratava-se da Adélia na garupa do Candiddus.

A confirmação veio dias depois ao dar de cara com o novo par de pombinhos saindo agarradinho de um barzinho. Egberto sentiu o golpe. Entrou, sentou-se numa mesa de fundo e pediu ao garçom uma garrafa de Vodka , copo e gelo.
Na quinta dose, aproximou-se dele o velho amigo Geraldo: “Ô Egberto, o que está acontecendo, cara! Pára com isso, levanta a cabeça, vai!”
Egberto, com a voz já meio enrolada, desabafou: “Sabe Gê, o meu maior choque não foi vê-la toda melosa nos braços do Candiddus. O que realmente me abalou, foi constatar que uma sedosa pele de pêssego tomou conta do rosto da Adélia!”

O aroma do amor no bigode

O aroma do amor no bigode

Canddiddus, o incrível sedutor da família Boccattus, está, sem querer, tornando-se uma verdadeira lenda viva. São tantas as estórias sobre suas peripécias debaixo dos lençóis que já não se sabe o que é verdade ou invenção dos boateiros. Modesto e simples ele não gosta dessas fofocas envolvendo o seu nome. Acha que atrapalham sua prospecção, em vez de ajudar.

Dizem, por exemplo, que uma integrante da família real britânica não resistiu aos seus encantos e quase abandonou os confortos do palácio para segui-lo de mala e cuia. Outro papo corrente é de que uma famosa e bela tenista russa, inebriada com o charme e o veneno de nosso herói, após uma noite de peripécias eróticas, declarou a jornalistas em Moscou que decidira abandonar a raquete e vir morar com ele no Brasil, onde, como dizia o velho samba “de dia lhe lavaria a roupa, de noite lhe beijaria a boca e assim viveriam de amor”.

Também consta que a ex-namorada de um veterano pop star do rock e atual senhora de um ex-mandatário europeu, até hoje entope as caixas de correios real e virtual do mais irresistível dos Boccattus, insistindo que, se ele topar, ela abandona o jet set e cai em seus braços, aceitando morar até numa rústica choupana se for o caso.

E Canddiddus em sua incrível discrição vai toureando as pretendentes e, com muita classe, segue impassível, desviando-se das estocadas femininas.

Mas não é que Innoccenccius Boccattus, o irmão mais novo de Cannddiddus está seguindo pelo mesmo caminho amoroso?

Claro que Innoccenccius ainda não atingiu a perfeição do primogênito, mas leva jeito prá coisa. Prova disso pode ser constatada na semana passada durante um churrasco da empresa, à beira mar.

Uma ruiva estonteante, dessas de enfartar sedentário, verdadeira jazida de curvas e protuberâncias, atraía os olhares masculinos, cada vez que caminhava em direção à churrasqueira para reabastecer-se.

Innoccenccius, com aquela expressão de alienação técnica que antecede o momento do bote sobre a caça, esperou a moça acomodar-se e, distraidamente, como se estivesse com dificuldade de achar um lugar, sentou-se ao seu lado. Ninguém sabe o que conversaram, apenas podia-se notar um brilho especial no olhar da portentosa fêmea.

Ruddes Boccattus, próximo ao par, pode ouvir o diálogo final que atingiu, em cheio, a alma daquele monumento e repassou aos demais pobres mortais que acompanhavam a cena com indiscreto interesse e não menos indisfarçada inveja:

“Innoccenccius, porque você usa esse bigode?”, perguntou ela.

“Minha querida, espero que você não julgue atrevimento de minha parte, mas eu uso esse bigode na esperança de que um dia consiga passear meus lábios sobre o seu corpo divinal e o aroma que dele emana, permaneça impregnado sob minhas narinas dia e noite, por um longo tempo. Sempre lavarei o rosto, mas o bigode, jamais!”

O que se sabe daí prá frente é que, com a ruiva devidamente nocauteada com esse direto no âmago, ambos entraram na lancha de Innoccenccius e rumaram para Ilha Bela, onde passaram o fim de semana.

Hoje, dia de trabalho, como acontece às segundas feiras, desde cedo a equipe está sentada em torno da mesa de reuniões, onde, como sempre, Innoccenccius, na condição de diretor, comanda os trabalhos.

Dessa vez um fato novo, volta e meia, está desviando a atenção do pessoal: cada vez que Innoccenccius respira fundo, a turma, imediatamente, se recorda daquele pedaço ruivo de mau caminho e suspira em conjunto.